Mundo Ovo

Almanaque da grávida descolada

Anatomia da gravidez – o primeiro trimestre
Querida grávida: ser mãe é lindo. Gerar uma vida é lindo. Construir uma pessoinha metade você, metade seu amor, caramba, tudo isso é lindo. Mas existe o outro lado. Não que ele seja necessariamente feio, mas é bom alinhar as expectativas, né? De todos os sintomas do início da gravidez, esses são os mais comuns.
Enjoo: a festa que os hormônios dão dentro do seu corpo no começo da gravidez é das boas. Tanto que eles ficam na bagunça e quem acorda com ressaca é você. A alta concentração de hormônios é que causa os famosos enjoos. Uma coisa que pouca gente sabe é que quase toda grávida enjoa, mas nem todas vomitam (como foi o meu caso). Dica de ouro para driblar o mal-estar: tenha sempre um lanchinho na bolsa. Ficar de estômago vazio só dificulta as coisas. Ah, a amiga náusea é companhia que dura uns três meses.
Sonozzzzzz: mais uma obra da progesterona. Esse sono do começo da gravidez é tipo aquele que você sentia quando ia ferver na balada e já emendava no trabalho (ah, que época boa!). O sono infinito é mesmo um perigo: evite conversas com pessoas chatas ou reuniões com projeções e meia luz porque é quase certeza de que você vai dormir linda na cara de todo mundo. Aproveite para descansar sempre que puder e não tenha medo de recusar programas em nome de umas horinhas a mais de sono.
Gases: simplesmente assustadores. Você está na cama, batendo um papo com seu amor e pum. Está no trabalho apresentando um projeto e arrout. Os gases ficam loucos e incontroláveis porque a progesterona (quem mais seria?) relaxa os tecidos do corpo. Ou seja, não dá tempo de barrar o dito-cujo gasoso. Considere reduzir refrigerantes e alimentos dão gases – ou avise todo mundo e ao seu redor e acostume-se com a nova sonoplastia da sua vida.
Insegurança: de repente alguém vem perguntar se você já pensou no tipo de parto. E no enxoval. E se você vai optar por berçário ou babá. Seu bebê nem tem formato de ser humano ainda e você se vê num mar de dúvidas, medos e questionamentos que não levam a nada, tipo “será que eu vou ser uma boa mãe?”. Amiga, toda vez que o pânico bater, lembre-se de que todo mundo é bicho e que a vida nasceu pra viver. Olhe ao seu redor e note que todas as pessoas foram paridas por alguma mãe. Você vai errar, vai acertar e, no fim, tudo vai dar certo, viu?