Meu filho raramente tem febre e, quando acontece, nunca passa de 38,7. Ele também nunca tem dor de garganta. (Não, nem tudo são flores na nossa vida, a bronquite e alergia dele são de lascar.) Mas adivinhem o que aconteceu? Ele teve a maior febre e a maior dor de garganta da vidinha dele durante nossas férias na Disney.
Sempre viajo com 3 antitérmicos, dessa vez (claro, da única vez que precisei), esqueci a Novalgina no Brasil – e a venda de dipirona é proibida nos EUA (claro, era proibido o único remédio que eu esqueci). O Tylenol não fazia efeito, e só o Alivium não estava mais dando conta. Banhos, compressas, nada baixava o febrão. Só me restou acordar o pediatra de madrugada no Brasil. Meu rosto deve ter ficado mais quente e vermelho do que o do meu filhote febril, de tanta vergonha, mas não me restava outra escolha. Ele me orientou e me acalmou. (Anotei no meu celular assim que desliguei: comprar presente pediatra.)
Na manhã seguinte, depois de dois dias de molho no hotel, resolvemos ir atrás de um médico. Mães costumam ficar preocupadas durante as viagens, mas eu tenho que dividir com vocês, não deve existir nenhum lugar no mundo melhor para uma criança ficar doente fora de casa do que na Disney.
Liguei para a recepção do hotel, expliquei a situação, e na mesma hora me deram o telefone de um centro médico. Do outro lado da linha, me perguntaram que língua eu falava, respondi. Dois minutos depois uma atendente simpática me perguntava em português o que o meu filho tinha. Falo bem inglês, mas era a primeira vez que precisava usar termos médicos e estava insegura, confesso. Foi um alívio poder dizer febrão e virose. Ela me explicou como funcionava o serviço e disse que às 11h (duas horas depois), uma médica iria ao meu quarto.
No horário marcado (claro número 3), a médica chegou e diagnosticou a tal da tonsilitis (computador aberto na cabeceira no google translator). Ele estava com amigdalite. A doutora, que eu estava achando naquele momento mais bonita do que as princesas da Disney, já leva para as consultas uma mala com remédios. A primeira dose do antibiótico foi ministrada ali no quarto mesmo. Enquanto dava adesivos do Mickey de presente para o pequeno paciente, a médica me explicava que amigdalite é um clássico na Disney. Muitas crianças, todas juntas, encostando a mão em tudo e depois botando na boca. Ela foi embora e passamos mais uma tarde vendo televisão no hotel e brincando.
“Ele está bem melhor sim, obrigada. Pode deixar que qualquer coisa eu ligo”, dizia eu aliviada no dia seguinte para a simpática atendente da clínica, em português. O remédio fez efeito rapidamente e nossas férias continuaram animadas como antes. E cá entre nós, os três dias de hotel acabaram servindo para a gente tirar um descanso forçado. Confesso que nós, adultos, estávamos mesmo precisando botar um pouco as pernas para cima. Viajar para Disney é ótimo, mas como cansa…