Mundo Ovo

Filho único, aonde 1 é bom e 2 é demais?!


Não sei já aconteceu com você, mas aguarde, pois esse dia vai chegar. Acho que podemos chamar de “a lei natural dos questionamentos”. Tudo começa assim e nessa ordem:

  1. Quando se está namorando, querem saber para quando é o casamento;
  2. Depois que se casa, já querem saber quando o herdeiro vai chegar;
  3. Ainda amamentando, perguntam para quando pretendemos encomendar o segundo.

A decisão de colocar um filho no mundo, por mais simples que pareça para alguns, para mim e para o meu marido foi como o planejar um grande evento (que realmente é).

O velho ditado “onde come um, comem dois” é de uma inconsequência sem tamanho, porque não vai ser só o comer, vai ter o vestir, cuidar da saúde, educar, todo um futuro de bons desejos, tempo para dedicar e acompanhar, e mais uma lista de coisas que encheria a página. Felicidade não se compra mesmo, mas uma vida com o mínimo de planejamento é indispensável aqui na nossa casa.

O amor e o cuidado eu teria de sobra para quantos filhos viessem. O que decidimos ainda é quantos serão. Já pensei muito e ouvi todo o tipo de apelo emocional: “Você não vai dar um irmão para o seu filho?”, “Ninguém merece ser filho único, quando vocês ficarem velhos e se forem, com quem ele irá contar?” Essas perguntas vieram de pessoas muito queridas e me fez pensar mesmo em dar um irmão para o meu filho. O bom de ter parado para pensar foi que de tanto pensar, questionei se dar um irmão para o meu filho era o motivo para se ter um novo bebê.

Lanço aqui um desafio: preciso de motivos para ter um segundo filho, preciso ser convencida de que a realização até hoje alcançada como mãe será diferente.

Agradeço e aguardo sua opinião 😉

 

Crédito de imagem: antaean