Na semana passada, recebi um e-mail da mãe de um coleguinha do Enzo, com a qual eu não tenho muita intimidade, convidando-o para uma “festa do pijama”. O esquema seria o seguinte: levar o filho às 17 horas do sábado e só buscar às 17 horas do domingo. Achei que o convite estava mais para uma rave baby do que para uma festa do pijama.
Como mãe protetora assumida, não estava preparada para isso. Sei lá, tanto tempo longe; sete garotos da pá virada; piscina; noite fora de casa. Achei demais para mim e meu primeiro impulso foi de não deixar.
Conversei com meu marido, minha mãe, minha irmã. Pensei, repensei e relembrei…
Eu amava quando meus pais deixavam a gente (eu e minha gêmea) dormir na casa de amigos. Era uma aventura. E olha que eles só deixavam se fosse na casa de amigos deles. Nada de dormir na casa de quem eles não conheciam… Ao me lembrar disso, fiquei mais propensa a deixar, mas ainda não tinha certeza. Resolvi “pagar mico” e liguei para a mãe de um dos amiguinhos convidados. Ela achou graça no meu nervosismo, contou-me que o filho dela já tinha dormido fora e que tinha sido bem tranquilo. Conversei com o Enzo, disse que estava preocupada por causa da piscina e ele prometeu que ia obedecer e tomar cuidado. Fofo!
Por fim, deixei. Afinal, eles têm de aprender a se virar sem a gente, né?
Vou dizer que foi ótimo. Ele amou. Chegou em casa cheio de novidades das brincadeiras, guerras de travesseiro e com saudades de casa.
Meu marido e eu aproveitamos para curtir a casa só para nós dois (coisa rara depois que o Enzo nasceu) e o domingo para relaxarmos juntos. Foi uma experiência muito positiva para a família. Enzo tirou de letra. E (surpresa!) eu também.
[Crédito da imagem: Retroland]