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Curva Glicêmica: Minha experiência com o teste oral de tolerância à glicose na gravidez

curva glicêmica

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Como foi o meu exame de curva glicêmica

Semana retrasada fiz o exame de curva glicêmica. É chato, mas não achei tão desagradável como muita gente falou. Cheguei em jejum no laboratório, colhi exames de sangue e depois tomei uma garrafinha de um líquido viscoso e muito doce. Uma outra grávida que estava fazendo o teste na mesma sala do que eu, me contou que no primeiro que ela fez, o líquido era verde e estava em temperatura ambiente. Dessa vez, era gelado e transparente.

Depois de uma hora colhi mais uma amostra de sangue e tomei mais uma garrafinha. O líquido é tão doce que chega a queimar a garganta (estranho, né? Mas nós duas sentimos isso). Não fiquei enjoada nem com vontade de vomitar, como algumas amigas relataram. Uma hora depois, colheram mais uma amostra de sangue e me liberaram. (Eu fiz o exame de 120 minutos, mas também existe o de 180. Aqui embaixo a gente fala mais um pouquinho sobre cada um deles).

Um tempo depois chegaram os resultados. O nível de glicose, depois de 2 horas, não deve ultrapassar 155 mg/dl. O meu deu 154 mg/dl. Mesmo assim, minha médica pediu para eu cortar açúcar, substituir farinha branca por farinha integral e não comer batata. Na minha primeira gravidez, há 12 anos atrás, não fiz a curva glicêmica. Mas engordei 22 quilos e meu filho nasceu com 4,3Kg. Minha médica suspeita que eu talvez tenha tido diabetes gestacional que não foi diagnosticada.

Sou super caxias e estou seguindo a dieta a risca. Comer em casa é relativamente fácil. Na rua, um pouco mais complicado mas não impossível. O mais difícil mesmo pra mim é ficar sem doce (e olha que nem como tanto doce assim). Alguém mais aqui teve um resultado parecido? Se sim, como conduziram a dieta?

Mas afinal, o que é a Curva Glicêmica?

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), como está a glicose em jejum. E, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância à glicose, mais conhecido como curva glicêmica.

O exame analisa o comportamento do organismo ao ser submetido a uma carga maior de glicose no sangue em determinados intervalos de tempo, que serão solicitados pelo médico.

Fonte: Laboratório Sérgio Franco

Preparação para o exame de Curva Glicêmica

ATENÇÃO: O preparo para o exame pode ter algumas diferenças de laboratório para laboratório, consulte as instruções daquele onde você irá realizar o seu exame.

Durante o exame, a paciente deverá ficar deitada ou sentada de forma confortável. Não é permitido andar ou sair e voltar do laboratórios nos intervalos

 

Diabetes Gestacional

(Temos esse texto no Mundo Ovo sobre Diabetes Gestacional, escrito pela Patricia Smith, nutricionista. Transcrevo aqui para reunir em um mesmo post mais informações sobre o assunto.)

Diante do grande esforço que o nosso organismo faz para fabricar o bebê, algumas situações podem fugir ao controle, seja por pré-disposição genética ou pela sobrecarga metabólica, e é nesse momento que a diabetes gestacional pode aparecer..

O que é?

A diabetes gestacional é o aumento dos níveis de açúcar no sangue na gravidez, que surge geralmente na segunda metade da gestação, e que desaparece espontaneamente após o parto.

Os hormônios da gravidez bagunçam um pouco a ação da insulina, diminuindo a captação de glicose para dentro da célula e que acaba “sobrando” no sangue.

Como diagnosticar?

O exame de sangue é que geralmente fecha o diagnóstico de diabetes gestacional. Os níveis de glicose elevados em jejum, seguidos de resultados elevados em novos testes como a curva glicêmica, selam o veredicto.

Em casos mais intensos, os sinais e sintomas são os mesmos do diabetes comum: fadiga, sede constante, mal estar sem razão aparente, fome fora de hora e aumento da necessidade de urinar. Ih, complicou? Pois é, muitos desses já são comuns a qualquer gravidez e agora?

Gestantes acima do peso e/ou com histórico de diabetes na família devem ficar mais atentas. Alguns médicos também consideram mulheres acima de 35 anos de idade em sua primeira gravidez, um fator de risco. Nesses grupos as chances de desenvolver diabetes gestacional são maiores.

Testes para detectar a diabetes gestacional são realizados a partir da 24 semana de gestação

 

 

1h após ingestão da glicose – nível de glicose não deve ultrapassar 180 mg/dl

2h após ingestão da glicose – nível de glicose não deve ultrapassar 155 mg/dl

3h após ingestão da glicose – nível de glicose deve ser menor que 140 mg/dl

 

Tratamento

Na maioria dos casos de diabetes gestacional indica-se acompanhamento nutricional, modificação do plano alimentar e atividade física. Alguns médicos indicam o uso de monitores de glicemia. Desse modo a gestante pode fazer avaliações diárias e ajustar os alimentos que consome em cada refeição.

A orientação nutricional tem como objetivo evitar os altos e baixos da taxa de glicose. O foco é em manter o mais estável possível o nível de glicose sanguínea. O tamanho das porções e substituições são os pontos de maior atenção. Quanto maior for a variedade de alimentos, maior a oferta de nutrientes.

Prefira vegetais variados, arroz e massa integral, leguminosas e carnes magras.

Poucas são as gestantes que precisam fazer uso de insulina. Hipoglicemiantes orais não são indicados durante a gravidez.

NOTA: Níveis de glicose aumentados e fora de controle podem afetar o bebê, obrigando-o a produzir mais insulina e com isso fazendo com que o bebê seja bem maior do que a média.

 

Cuidados

 

NOTA: O crescimento acelerado do bebê ou o aumento do líquido amniótico, diagnosticados por meio do ultrassom, também podem indicar a presença do excesso de açúcar no sangue.

Fatores de risco para diabetes gestacional (adendo ao post original)

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes esses são os fatores de risco para diabetes gestacional:

*Crédito da imagem destacada: Shutterstock