O campo na cidade

Depois do nascimento do meu filho, sinto cada vez mais falta de ter um pouso fora da cidade. Sou cria da cidade, mas moleca da terra, de subir em árvore e comer carambola lá no alto mesmo, de esperar meses para colher a amora plantada no pé da serra na minha casa em Petrópolis.

Na adolescência, ajudava meu pai na horta e cuidava dos diversos pés de frutas do quintal. Dividíamos os primeiros morangos colhidos e também os mamões. A mandioca que desenterrávamos, tal qual tesouro, era rapidamente cozida para ser devorada apenas com manteiga e sal. Tomateiros para a salada, sem agrotóxicos, que a gente colhia, passava na blusa para limpar e dali ia direto para a boca.

Meu sonho de consumo é morar em uma casa, enquanto isso não acontece, cultivo uma linda horta aqui mesmo no meu apartamento e testo se meu dedo ainda é verde (em referência ao livro da minha infância, “O menino do dedo verde”).

E você?

Qual foi a última vez que você viu uma fruta no pé?

Quando você comeu alguma coisa que colheu?

Os temperos da sua casa são frescos ou secos?

Nesse exato momento, quantos tipos de fruta você tem em casa? E vegetais?

O milho consumido na sua casa vem em lata?

Você leva seus filhos à feira livre?

O que eu tenho para oferecer hoje é uma simples proposta que pode mudar os seus dias:

  • Cultive temperos em casa e tenha sempre um cheiro bom e um gosto melhor nos pratos que você já faz;
  • Frequente feiras livres do seu bairro ou os mercados com bancas bem ao estilo feira. Não esqueça de levar o pequeno e deixar ele explorar esse novo mundo de pedacinhos saborosos oferecidos aqui e ali para a freguesia;
  • Ensine os nomes das frutas e vegetais, de preferência daqueles que você quase nunca tem em casa e nem sabe o motivo 🙁 ;
  • Procure o caminho da roça que fica mais perto da sua casa. Muitos fornecedores de hortifrutigranjeiros abrem suas portas para visitação;
  • O abacate vem do abacateiro, a laranja da laranjeira, mas a cenoura não vem da cenoureira;
  • Desperte a curiosidade dos pequenos, conte histórias dos alimentos. Uma boa história renderá boas garfadas.
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