Mundo Ovo

S.O.S. Amamentação – Porque nem sempre é fácil


A amamentação pode seu o céu ou o inferno na terra. Muitas mulheres acreditam que amamentar é a coisa mais simples de se fazer, e que estar com “equipamento original” de fábrica basta. Por aqui já falei da minha experiência triste de um desmame precoce, a Mariana discorreu sobre suas dificuldades mesmo com toda a ajuda possível e a Camila mostrou como o desmame pode ser sem traumas.

Diante de tantas informações e pressões, decidi fazer um guia simples para ajudar você a identificar os possíveis problemas e oferecer ajuda mesmo que virtual. Coloco ao final, o link dos grupos de apoio à amamentação para que você possa consultar quando necessário.

Acho importante reafirmar que por mais que a gente ache que amamentar é uma tarefa fácil, para muitas mulheres pode ser extremamente doloroso e sofrido, física e emocionalmente. Se engana quem acha que é só tirar o peito para fora e tascar na boca do bebê. Precisamos ter paciência, receber apoio e saber o que estamos fazendo. Existe técnica, tem posição e um mundo de possibilidades.

 

Problemas que podem ocorrer durante a amamentação:

 

Problemas no Bico – Se existe algum fator que muda a olhos vistos durante a gravidez é o tamanho e o formato do seio. Se nesse período o seu seio não mudou muito e se o bico continuou lá meio tímido (plano ou invertido), já é hora de pensar em qual estratégia seguir para quando o bebê vier. Amamentar não será uma missão impossível, mas exigirá mais dedicação.

 Solução:

As conchas são discos plásticos, com um orifício no meio para encaixe do bico. Elas devem ser colocadas sobre os mamilos e abaixo do sutiã.

Durante a gestação coloque a concha por curtos períodos e vá aumentando o tempo gradualmente até alcançar a marca de uma ou duas horas por dia. No pós-parto, pode ser utilizada por 30 minutos antes de cada mamada (o uso contínuo não é recomendado).

 

Dor ao amamentar – é bem normal sentir dor e o bico do peito ficar mais sensível, afinal tem alguém ali “gastando” o bico e “sugando” o peito. Seus músculos peitorais trabalham quer você queira ou não. Se a dor for durante a amamentação, verifique se o seu bebê está em uma boa posição e com a pega correta.

 

Solução:

 

Fissuras e rachaduras – os bicos podem estar com pouca hidratação e muito abafados, se você estiver utilizando bomba para ordenha, é possível que o encaixe da concha no seio deva estar com alguma “folga”. Tenha a certeza de que a borda da concha está em contato com a pele do seu seio de modo uniforme.

Solução:

 

Leite empedrado – é sinal de que o peito está cheio de leite e não está sendo esvaziado corretamente. Você irá notar que nódulos vão se formando no seio que está empedrado.

Solução:

 

Engorgitamento das mamas – Por mais que a gente goste de ver o peito bem cheio de leite, tanta fartura torna a amamentação quase impossível para o bebê. Um peito muito cheio é um peito bastante rígido, pouco flexível, que dificulta a pega correta.

Solução:

Fique de olho no horário das mamadas, bebês preguiçosos são campeões em deixar o leite de suas mamães empedrar. Nada melhor do que tirar esse leite em excesso (e guardar), viabilizando o encaixe boca do bebê-seio da mamãe. Você saberá que está bom quando o seio estiver flexível e sem desconforto ao toque.

 

Mastite – é uma infecção bacteriana nos ductos mamários. Os sintomas iniciam bem parecidos com a sensação de que tem uma gripe chegando, vem a febre e depois uma dor nos seios. Acontece geralmente em quem teve fissura no bico do seio, leite empedrado e entupimento do ducto mamário.

 

Solução:

 

Contaminação por fungo – o fungo pode chegar ao seu seio pela boca do seu bebê ou por uma chupeta mal esterilizada, causando ardência, coceira, edema e dor.

 

Solução:

 

Baixa produção de leite – a única maneira que temos para saber se a quantidade de leite que você produz nao é suficiente é o não ganho de peso do seu bebê. Como a ida ao pediatra é bem frequente nesses primeiros meses, você poderá acompanhar o progresso de peso e altura na tabela que ele preenche.

Solução:

 

Se ele não está ganhando peso:

 

O bebê preguiçoso – no primeiro mês é bem comum que o bebê caia no sono enquanto mama, e vai sendo assim, uma mamada aqui, um cochilo ali. A gente só se preocupa quando não há ganho de peso.

 

Solução:

Estimular o bebê mexendo na orelha, nos pés, fazendo cócegas e conversando são tentativas válidas. Alguns pediatras orientam que se tire as meias do bebê e, aos poucos, deixá-lo só de fraldinha. Dizem que o frio faz eles ficarem mais espertos e querendo mamar.

Rodízio de seios também é uma alternativa. O leite que sai nos primeiros minutos de mamada é sempre mais abundante.

 

Espero ter tirado muitas das suas dúvidas. Escreva para a gente e procure sempre que precisar os conselhos do pediatra, do seu ginecologista e de ajuda especializada.

 

 

Grupos de apoio:

Amigas do Peito http://www.amigasdopeito.org.br

 

Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno (GAAM) dos Hospitais da Rede D’Or São Luiz http://www.saoluiz.com.br/Maternidade/mamaes_e_papais/grupo_apoio_aleitamento_materno.aspx

 

Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home

 

Instituto Fernandes Figueira http://www.fiocruz.br/portaliff/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home – Disque Amamentação 08000 268877

 

 

 

Crédito de imagem:  Topinambour