Quando futuras mamães se descobrem grávidas, o primeiro pensamento é um turbilhão de emoções que a notícia gera na gente. Felicidade, pânico, medo, amor, tudo misturado. Mas o segundo ou terceiro pensamento é no obstetra. Algumas mulheres já tem um ginecologista que também é obstetra, mas outras ainda precisam descobrir um novo médico. Esse foi o meu caso e eu escrevi um post falando sobre descobrir o obstetra ideal aqui. E depois de agendar uma consulta, fiz uma lista de questões para perguntar na primeira consulta, já que eu tinha muito pouca intimidade com o universo baby. Mas minha obstetra, que eu adoro de paixão e foi uma das pessoas mais importantes e bacanas de toda a minha gestação, também me perguntou muitas outras coisas. E nosso bate-papo rolou mais ou menos assim:
O que eu perguntei
- O que era pré-natal e como a gente fazia isso? [E se você quiser ser menos tapada do que eu pode ler algo sobre isso aqui]. Quais exames ela iria pedir?
- O que era ácido fólico?
- Quais hospitais eu poderia parir? [Ela me deu uma lista de hospitais que, por acaso, batiam com os hospitais que meu plano de saúde cobria].
- O quanto meu excesso de peso era perigoso para o bebê? [Eu estava muito gorda e esse era o meu maior pânico. Perder o bebê por causa do sobrepeso].
- Que tipo de dieta eu deveria seguir e se eu poderia fazer exercícios?
- Eu poderia viajar com quantas semanas? [Estava com uma viagem marcada com o marido que terminaria em uma feira de livros que eu participaria como expositora].
- Como seria minha rotina durante a gravidez? [Considerando que eu trabalhava loucamente, dormia tarde e levava uma vida meio desregrada, mudou muito].
- Como funcionava pra ela parto normal x cesárea [embora eu fosse tapada, queria parto normal e queria saber a opinião dela sobre o assunto e como isso acontecia na prática].
- Ela era uma pessoa acessível? Poderia telefonar ou mandar um e-mail se tivesse dúvidas ou algum problema?
- Eu precisava fazer alguma preparação específica para o seio durante a gestação?
- Eu poderia tomar algum medicamento, como analgésico pra dor de cabeça ou remédio pra alergia? [resposta: um não bem redondo, não podia tomar nada sem ligar pra ela antes].
- Qual seria a frequência dos nossos encontros?
- Ela tinha algum laboratório predileto para eu fazer os exames e as ultras?
- Precisaria de algum outro acompanhamento médico regular além dela?
- Quais os riscos de engravidar na minha idade? Precisaria fazer exames específicos? [engravidei aos 36 anos e Victoria nasceu quando eu já tinha completado 37 anos, já tinha ouvido falar na amniocentese e estava meio preocupada com isso].
O que ela me perguntou
- Se a gravidez tinha sido planejada e se eu já estava me preparando para isso [se já estava tomando ácido fólico, se tinha feito exames anteriores etc.];
- Perguntas diversas sobre meu histórico de saúde pessoal, o familiar e o do marido;
- Perguntas diversas sobre a minha vida, trabalho, estilo de vida, comportamento, planos para o futuro;
- Se eu tomava medicamentos e quais eram esses medicamentos;
- Se eu tinha uma nutricionista e se pretendia seguir com ela durante a gestação;
- Se eu tinha um bom endócrino e seguiria com ele durante a gestação; [além da obesidade, tenho problema hormonal e histórico de diabete na família];
- Quais eram os meus desejos e expectativas em relação ao período gestacional e ao parto?
Imagino que eu tenha feito outras perguntas e ela tenha me rebatido com outras tantas. Mas acho que o essencial para o primeiro contato está aí. Para mim era muito importante ter afinidade com essa pessoa que comandaria este acontecimento comigo, lado a lado, por 40 semanas.
E como a gente é mulher, ela tinha dois bebês e eu era o último horário do dia, também ficamos amigas instantaneamente, falando sobre marido, casa, filhos, como era na casa dela, como funcionava a vida de mãe x profissional, enfim. Assuntos que não eram de nenhuma ordem prática, mas ainda assim essenciais para que eu fosse gradativamente moldando o que viria a ser minha nova vida de mãe.