A neura de não conseguir produzir leite materno o suficiente para amamentar nossos bebês é grande, mas só o pediatra vai poder afirmar se a quantidade de leite que você produz não está satisfazendo seu pequeno bebê. O primeiro sinal que se busca é o não ganho de peso ou a perda de peso do bebê. Abaixo você encontra as melhores dicas de como aumentar a produção de leite materno.
1 – Certifique-se de que o seu bebê tenha uma boa “pega”– está “pegando” corretamente o seu seio na hora de mamar.
- Seu bebê precisa abrir bem a boca;
- Necessário que ele abocanhe quase toda a aréola;
- Queixo do bebê precisa encostar no seio;
- Boca revertida (formato de peixinho);
- Quanto menos da aréola estiver aparente melhor;
- Movimento ritmado: suga, respira e engole;
- Sucções lentas e profundas (você pode até sentir algumas cólicas uterinas);
- Sua mão em formato C como uma concha apoiando a parte superior da mama com o polegar;
- Língua do bebê em movimento;
- Bebê dificilmente larga o seio.
2- Menos roupa e mais contato – o tal do “vínculo” é um grande estímulo para que mais hormônios (como a ocitocina) sejam liberados e aumente a produção de leite.
3 – Amamente – quanto mais o seu bebê mama ou suga seu seio, mais o organismo vai entender que o seu bebê precisa de mais leite. É um sistema bem equilibrado e que funciona direitinho. Continue amamentando mesmo que você ache que seus seios estejam vazios, o simples ato do seu bebê sugar é o melhor estímulo que existe.
4 – Menos estresse = mais leite – ansiedade e tensão aumentam a produção de adrenalina, quee acaba bloqueando a formação e a liberação da ocitocina, um dos hormônios que mais influencia na amamentação. Portanto, mantenha a calma e tenha a certeza de que tudo ficará bem. A privação de sono também é um dos principais motivos de baixa produção de leite. Procure amamentar em um local calmo e confortável, sem pressa e sem pressão.
5 – Nada de rotina ou reloginho – não fique contando “10 minutos em cada seio” ou que as “mamadas devem ser de 3/3h”. O melhor amigo da produção de leite materno é a livre demanda.
6 – Beba bastante líquido – o volume de líquidos ingerido não aumenta a produção de leite, mas garante que a mãe esteja hidratada para produzir uma ideal quantidade de leite. Recomenda-se beber de 8 a 12 copos por dia.
7 – Se alimente corretamente – sei que o cansaço é grande e a vontade de entrar na velha calça jeans também é enorme, mas é preciso que você tenha em mente que para produzir de 100 mL de leite materno, você gasta em torno de 85 calorias. Uma boa alimentação é indispensavel para a formação de um bom leite. A recomendacao de ingestao extra de calorias para lactantes é de 500 calorias a mais por dia.
8 – Ordenhe após a mamada – a ordenha (manual ou elétrica) pode ser uma ótima maneira para manter o seio estimulado a produzir mais leite. Os especialistas dizem que se deve fazer logo após a mamada para que se esvazie todos os drenos de leite de ambos os seios, mesmo que não saia muito leite. Manter o bombeamento de 5 a 10 minutos em cada mama já é suficiente.
9 – Busque ajuda medicinal – chá na mamãe, alfafa, chá de feno grego, levedo de cerveja. Muitas são as alternativas naturais para se tentar aumentar a produção de leite materno, até mesmo medicamentos. Consulte o seu médico antes de tomar qualquer medicamento, mesmo os ditos naturais.
10 – Busque ajuda profissional – bancos de leite de sua cidade ou uma enfermeira de lactação são de grande ajuda. Até mesmo alguns problemas mais complexos como risco invertidos, com uma boa orientação se consegue a solução.
NOTA: Você não é “menos mãe” porque não conseguiu praticar a amamentação exclusiva. Não se sinta mal se após tentar todos os passos acima, seu bebê precisar de complementação. Você pode buscar bancos de leite materno e verificar a possibilidade de doações ou ainda utilizar fórmulas infantis.
O Ministério da Saúde (MS) recomenda que, até os seis meses de vida, o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno para ter um crescimento forte e um desenvolvimento saudável. A amamentação é também reconhecida pelo MS como o primeiro direito da criança após o nascimento, que a recomenda até os dois anos de vida.