Mundo Ovo

Associação Americana de Pediatria publica novas recomendações para a prática de esporte na infância


Em ano de Olímpiadas e Paralímpiadas, o espírito esportivo contagia a todos e o interesse pelo esporte tende a aumentar. As crianças despertam interesse e curiosidade por diferentes esportes e muitos pais ficam animados para colocar seus filhos para praticar alguma modalidade esportiva. Porém, antes de fazer planos e já imaginar seu filho como o próximo Usain Bolt ou Simone Biles, é preciso ficar atentos e tomar algumas precauções.

Associação Americana de Pediatria publicou o relatório “Sports Specialization and Intensive Training in Young Athletes” no final de agosto. Nele concluiu-se que as crianças que praticam diversos esportes ao invés de se especializar muito cedo em um esporte só tendem a levar o hábito de fazer atividades físicas regularmente ao longo da vida. Além de terem menos chance de se machucar ou desistir.

“Mais crianças estão participando nos esportes organizados por adultos hoje. E às vezes os objetivos dos pais e dos técnicos podem ser diferentes daqueles dos jovens atletas.”, afirmou o autor, Dr. Joel S. Brenner. A cultura do esporte mudou dramaticamente nos últimos 40 anos nos Estados Unidos. Cerca de 60 milhões de crianças entre 6 e 18 anos participam anualmente de esportes organizados (dados do 2008 National Council of Youth Sports.) Desse total, 27% pratica apenas de um esporte. Cada vez mais crianças se especializam em um único esporte mais cedo. E por volta dos 7 anos, algumas delas já ingressam em campeonatos independentes da escola. Porém, cerca de 70% das crianças desiste das competições esportivas aos 13 anos, mostra a pesquisa.

Segundo Dr. Brenner, “uma razão para isso pode ser a pressão para ter uma performance melhor e menos prazer devido a uma variedade de razões, incluindo a falta de hora para brincar”.

A seguir listamos as recomendações da Associação Americana de Pediatria:

“O objetivo principal dos esportes na infância é a diversão e o aprendizado de habilidades físicas para a vida,”, diz Dr. Brenner. “Nós queremos que as crianças tenham mais tempo livre para brincar – apenas sair, brincar com os amigos e se divertirem.”

 

Crédito da imagem em destaque: Shutterstock