Já li muitos textos e escrevi outras tantos também reclamando sobre a mania que as pessoas têm em dar pitacos na educação dos nossos filhos – que todo mundo tem um palpite, sabe melhor, quer dizer como deve ser feito etc etc etc. Mas hoje quero escrever sobre outra coisa. Ao invés de reclamar, quero agradecer. Porque às vezes precisamos ouvir mesmo alguns pitacos, outros pontos de vista e alguns toques, principalmente das pessoas que gostamos e sabemos que gostam da gente e dos nossos filhos.
Tenho uma visão clara de como quero educar meu filho, mas não faço isso sozinha. Ele tem pai, avós, irmã, tios, primos, professores, amigos e pais de amigos que gostam dele e o influenciam, cada um som sua própria visão do que é o melhor. Além de ser respeitada, quero também respeitar e ouvir pessoas que têm outras experiências de vida.
Não estou certa o tempo todo. Ninguém está. Ao longo desses anos de maternidade, precisei ajustar muitas vezes o rumo do barco, e já fiz isso movida por conta própria e também por causa de algum conselho ou observando alguém agir de modo diferente. Já mordi a língua. Já fiz algumas coisas que jurei que nunca iria fazer. Vi condutas minhas darem errado. E outras invencionices darem certo.
A maternidade é uma relação que se constrói no dia a dia. Eu não tinha como estabelecer todas as regras antes de conhecer quem era aquela pessoinha que mamava tão avidamente no meu peito. Seria uma falta de respeito com ele. Não quero passar por cima de ninguém por causa de ideais teóricos. Maternidade é prática e amor. E é também prestar atenção e ter sensibilidade para fazer o que é melhor para todos e mudar quantas vezes for necessário.
Por algumas coisas eu sempre baterei o pé e farei do meu jeito. Mas eu tenho tantas dúvidas e inseguranças ainda que preciso dividir. Não quero me fechar ao ponto de achar que não preciso de ninguém. Quero ajuda. Quero apoio. Quero ouvir quando alguém que eu respeito achar que alguma coisa não anda bem. Da mesma forma que quero ser ouvida e respeitada.
Esse texto é para pedir desculpas pelas vezes que perdi a paciência com alguns pitacos de pessoas queridas. E agradecer por isso não ter impedido que vocês continuem por perto, puxando minha orelha quando preciso. Vocês sabem que não vou concordar com tudo, mas prometo sempre ouvir o que vocês têm a dizer e refletir a respeito. Obrigada.
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E vocês, qual foi o conselho mais valioso que já receberam?
Crédito da imagem: ra2studio (via Shutterstock)

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